Um ótimo dia para todos do
blog.
Hoje eu reproduzo aqui no blog um artigo que li faz quase 4 anos
que fala sobre o nosso trabalho secular. Afinal de contas, temos
que garantir o pão de cada dia através do suor de nosso
trabalho.
Este artigo foi escrito pelo Pr. Gustavo Bessa, esposo da Ana Paula
Valadão do Diante do Trono e eu extraí exatamente do site do Diante
do Trono.
Espero edificar com este texto a sua vida em seu ambiente de
trabalho.
Que Deus os abençoe e proteja sua vida em seu emprego. Vamos ao
texto.
A
santidade no trabalho secular
"Vós, servos,
obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só
na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de
coração, temendo a Deus. E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o
coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis
do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor,
servis"
(Colossenses
3:22-24)
Muitas pessoas hoje em dia, sem saber, continuam com uma
mentalidade medieval. Estão em pleno século XXI, mas continuam
pensando como se estivessem na Idade Média. Acham que o serviço a
Deus é aquele prestado somente na igreja. Pensam que o trabalho
secular não é tão santo quanto o trabalho na igreja. Imaginam que
os pastores são mais santos que os motoristas de táxi ou que as
ministras de louvor são mais espirituais que as
manicures.
Sem saber, estão pensando de acordo com uma heresia que foi
ensinada na Idade Média. Certo líder, no início dessa época,
escreveu: "Dois modos de vida foram dados pela lei de Cristo à sua
Igreja. Um está acima da natureza e além do viver humano comum
(...). Inteira e permanentemente separado da vida comum da
humanidade, dedica-se somente ao serviço de Deus (...). TAL É,
ENTÃO, A FORMA PERFEITA DA VIDA CRISTÃ. E o outro, mais humilde,
mais humano, permite aos homens (...) ter mentalidade para a
lavoura, para o comércio e os outros interesses mais seculares do
que a religião (...). E um tipo de grau secundário de piedade é
atribuído a eles."
Esse pensamento é totalmente herético, antibíblico e contrário à
vontade de Deus. A Bíblia, em diversos lugares, ensina a santidade
do trabalho secular. Se o trabalho secular não fosse também santo,
Jesus não teria sido carpinteiro e nem Paulo um fazedor de tendas.
Sérgio Paulo teria deixado de ser procônsul (Atos 13:12) e Dorcas
teria abandonado o trabalho de costureira (Atos 9:39). E mais: os
apóstolos teriam encorajado todas as pessoas a deixar os seus
trabalhos para servir em tempo integral na Igreja. Contudo, não foi
isso que aconteceu; pelo contrário, eles encorajaram as pessoas a
continuar no trabalho e mostraram que elas receberiam, por causa do
seu trabalho secular, a recompensa do Senhor. Eles mostraram que o
trabalho secular agradava a Deus tanto quanto o trabalho na
igreja.
No texto de Colossenses 3:22-24 Paulo está falando sobre o trabalho
dos servos. Eles não trabalhavam na igreja, mas secularmente,
debaixo da ordem de patrões. Muitos eram escravos, talvez a maior
parte. Eram pessoas que não tinham qualquer regalia de seus
senhores, que faziam os trabalhos menos admirados da sociedade.
Então, Paulo fala da santidade do trabalho secular.
O
trabalho secular agrada ao Senhor
Paulo sabia que muitas daquelas pessoas menosprezavam o trabalho
que realizavam. Elas mostravam serviço apenas quando o patrão
estava por perto; quando este se afastava, elas faziam as coisas de
qualquer maneira. Pensavam que o seu trabalho não tinha qualquer
conexão com o Senhor, com o espiritual.
Mas Paulo afirma que o trabalho secular agrada ao Senhor. Não
adianta a pessoa servir bem apenas quando os olhos do patrão estão
sobre ela. A pessoa precisa trabalhar bem em toda e qualquer
situação: esteja o patrão ausente ou presente; chovendo ou fazendo
calor; com o salário atrasado ou em dia. Isso agrada ao Senhor.
Para Paulo, o trabalho não se reduz simplesmente a realizar as
tarefas que foram pedidas; não é algo mecânico ou meramente
natural. Pelo contrário, ele é espiritual; é uma expressão de culto
a Deus.
O
trabalho secular é para o Senhor
Paulo faz as pessoas perceberem que o trabalho que elas realizam é,
em última instância, um trabalho para Deus. Não importa se o
trabalho é trançar couro, amassar ferro, guiar um carro, limpar
banheiro, digitar um texto, atender ao telefone. Todo trabalho é
para o Senhor e não para os homens. Os homens se beneficiam com
aquele trabalho, mas o Senhor é o único verdadeiramente honrado. Em
última instância, o sucesso de um trabalho secular aponta para Deus
- isto, porque Ele vê que o bom desempenho dos seus filhos acontece
única e exclusivamente por causa dos dons que Ele mesmo lhes deu. E
Deus é honrado quando, por Sua causa, ou melhor, por Sua
generosidade e amor, um bem acontece.
Pense em um empresário que doa uma fortuna para a abertura de uma
escola. Todas as pessoas que se formarem e se tornarem
bem-sucedidas se recordarão de que alguém tornou aquele sonho
possível e que, portanto, o responsável pelo sucesso delas, em
última instância, foi este empresário. O mesmo acontece em relação
a Deus. Ele dá os dons mais diversos aos homens; não apenas a
espiritualidade. Ele também dá a inteligência, o conhecimento, a
capacidade para estudar as plantas, os animais, as ciências. E
quando uma pessoa usa essas capacidades, ela está alegrando o
Senhor.
O
trabalho secular tem a sua recompensa
Em último lugar, Paulo afirma que os trabalhadores seculares,
aqueles que usaram os seus dons para a realização de seus
trabalhos, receberão uma recompensa de Deus no final de todas as
coisas. Eles não vão ficar esquecidos nem ser deixados de lado por
terem, segundo alguns, realizado um trabalho "menos espiritual".
Antes, eles vão receber o galardão de Deus. Não há uma diferença de
galardão entre os que realizam trabalhos religiosos e os que não o
fazem; todos os que trabalham cumprindo o chamado do Senhor,
andando em obediência ao Senhor, serão recompensados.
Que Deus continue contigo e até o próximo post.
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